Dicas

Como ler documentos com letras feias e quase ilegíveis?

Eu já perdi as contas de quantas vezes me deparei com documentos praticamente ilegíveis. E nem digo a qualidade do papel, da digitalização ou coisa do tipo. Quero dizer sobre as letras de quem escreveu os registros. Parece até que é um código próprio e não o alfabeto como conhecemos. Já passou por isso?

Pois é. Infelizmente acontece de, em algum ponto da pesquisa, termos que buscar informações com base em uma escrita praticamente ilegível. Aqui passamos inclusive a questão de paleografia. Não, é simplesmente letra feia e ruim mesmo.

Apesar das dificuldades, não dá para desistir por causa disso. É o tipo de coisa que é preciso ainda mais persistência, mas não é impossível. Por isso vou dar algumas dicas que funcionam para mim.

1 – Não desanime!
2 – Tente identificar algumas palavras conhecidas.
3 – Com base nessas palavras conhecidas, comece a identificar as letras e os padrões de escrita.
4 – Conhecendo um pouco dessa escrita, vá ampliando para novas palavras.
5 – Depois de algum tempo você estará com a escrita familiarizada.

Parecem ser passos muito simples, mas garanto que funciona. Vou dar um exemplo. O documento abaixo é do batismo da minha bisavó materna Emilia Gonzalez Mirón. Este foi o registro que abriu as portas da genealogia e da história da família para mim.

Registro de batismo da minha bisavó materna Emilia Gonzalez Mirón.

Pois bem, claramente não é uma letra fácil. Mas aos poucos vai se acostumando. Começando pelas letras maiúsculas na primeira frase, como D, J, C, P, I, etc. As letras com “pernas”, como g, q, p, j. E assim vai indo, quase como um quebra cabeça.

Não existe uma técnica que valha para todos. Cada um escreve de uma forma. Mas com paciência, atenção e quase uma pesca, é possível decifrar o que está escrito.

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