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Como os mapas podem ajudar na pesquisa genealógica?

Boa parte da pesquisa genealógica tem uma carga geográfica bastante presente. Mais que apenas nomes e datas, nossos antepassados viveram em algum lugar. Foi onde nasceram, cresceram, casaram, tiveram filhos, morreram. Por isso é impossível desassociar os fatos e as histórias de onde elas aconteceram. E a melhor forma de visualizar tudo isso é por meio de mapas, sem dúvida.

Os mapas são uma ferramenta extremamente útil para as pesquisas dos antepassados. É com ele que localizamos não apenas os lugares onde os fatos ocorreram, mas principalmente é por meio deles que visualizamos as movimentações das pessoas e de que forma elas acabaram se encontrando.

Eu, por exemplo, sempre acabo recorrendo a mapas durante as pesquisas. E em várias situações. Vou listar abaixo algumas situações em que eles podem ajudar não só a compreender as coisas, mas também a encontrar registros úteis para avançar na árvore genealógica.

Por que usar os mapas?

1. Proximidade de vilas, cidades e freguesias

Quanto mais voltamos no tempo, fica mais difícil entender a divisão administrativa das cidades e a localização de templos religiosos. Alguém pode ter nascido em uma determinada cidade, mas pode ter sido batizado na paróquia de outra. Oras, uma fazenda, por exemplo, pode ficar muito mais próxima de uma igreja de outra cidade do que a do centro urbano. E isso, muitas vezes, só conseguimos perceber ao olhar os mapas.

2. Localização de imóveis

Em vários registros, sejam vitais, ou de jornais, imóveis, inventários, testamentos, sempre acabamos nos deparando com algum endereço ou nome de fazenda, por exemplo. João nasceu na fazenda tal ou Joana é moradora na rua tal. Ao colocar esses locais no mapa, conseguimos não apenas saber exatamente onde estavam e, consequentemente, onde os antepassados viveram, mas de certa forma compreender como levavam a vida.

3. Migrações

Ao longo das pesquisas, vamos notando que as famílias não ficam só em um lugar, salvo raros casos, é claro. Elas se movimentam, sejam por questões econômicas, sociais ou meramente pessoais. E isso seja dentro de um mesmo estado ou país ou até de um país para outro. Essas movimentações são fundamentais para compreender a formação das famílias, de que forma elas se uniram para chegar até hoje. E para quem pesquisa antepassados no Brasil, sabe que esse vai e vem é muito comum e muitas vezes difícil de acompanhar. Jogar tudo no mapa é fundamental para entender.

4. Mudanças administrativas

O mundo está em transformação e os países, estados e cidades, da mesma forma. Uma cidade que existia no século 18 pode ter deixado de existir no século seguinte ou ter mudado de nome ou se fundido com outra. Um país inteiro pode ter sido dividido, com vários reinos formando uma nação. Sem compreender a história e observar tudo isso em mapas, pode ser um empecilho na hora de pesquisar. O mapa de um período específico vai dar uma noção mais clara de como e onde procurar os antepassados.

Onde buscar mapas antigos?

Claro que aqui estamos falando na maioria das vezes de situações que ocorreram há mais tempo, para lá do século 19. Por isso, é importante ter o mapa certo, do período certo para visualizar a realidade daquela época. O bom é que é muito provável que você consiga encontrar mapas antigos na internet. O problema é que eles estão espalhados por diversas bases de dados, nacionais ou estrangeiras.

No Brasil, um bom ponto de partida é a seção de cartografia da Biblioteca Nacional, que tem bastante coisa digitalizada. Para acessar, é preciso ir até a busca do acervo, procurar pelo local e depois marcar mapas e online. Há uma variedade interessante na BN, mas boa parte é do Rio de Janeiro.

Mapa do Rio de Janeiro de 1910 (Biblioteca Nacional)

Quem pesquisa no estado de São Paulo, o arquivo estadual também tem uma área dedicada a mapas e com muito conteúdo disponível para visualização online. No site do Arquivo Público do Estado de São Paulo é necessário fazer um cadastro para acessar os documentos.

Em Minas Gerais, o também Arquivo Público do estado tem disponível uma série de mapas antigos, que são muito úteis. E são mapas bem detalhadas, com nomes de rios, fazendas, lugares, bastante coisa.

Nos demais estados, é preciso verificar os sites de bibliotecas públicas e também os arquivos estaduais. Não são todos que colocam os mapas, mas é bastante possível que encontre alguma coisa.

E fora do Brasil?

Assim como no Brasil, existem vários sites para consultar mapas online. É uma infinidade, aliás. E o acesso vai depender de cada país, da organização dos arquivos históricos de cada lugar.

Existe um site chamado Old Maps Online que pode facilitar essa tarefa. Nele é possível buscar uma localização e navegar pelos lugares. De acordo com a localização, ele vai mostrar os mapas disponíveis e suas respectivas datas. É um jeito bastante fácil de encontrar o que precisa.

Há também o David Rumsey Map Collection, que é uma coleção absurda de mapas de todos os cantos do mundo. Nem tudo é acessível, mas boa parte está lá para visualizar no site. É outro site imperdível nessa busca.

E, obviamente, sempre há o Google. É muito possível que você encontre alguma imagem de mapa que precisa ou uma instituição que tenha o mapa que está buscando.

Mapa da região de San Bonifacio, na Itália, terra dos meus antepassados.

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